De acordo com as obrigações estatutárias e a sua missão social, moral e cultural, a Misericórdia de Seia organizou diversas atividades que decorreram no período final da Quaresma, algumas inseridas no Ano Jubilar da Misericórdia.
Desde tempos que ultrapassam, em muito, a memória dos vivos, era hábito a Misericórdia organizar duas procissões no período da Quaresma. Uma no terceiro domingo da Quaresma ou dos Passos, outra a do Enterro do Senhor de Sexta Feira Santa. Apenas esta chegou a nós. Nos séculos anteriores também era organizada a de Quinta Feira Santa.
Em Sexta-Feira Santa, pelas 21 horas e 30 minutos, com partida e chegada da Igreja da Misericórdia, centenas de católicos escutaram o sermão do Rev. Padre Teixeira, que presidiu a toda a cerimónia, alusivo à Paixão e Morte de Jesus Cristo. Seguiu-se o percurso habitual pelas ruas da cidade, na sombra da noite e ao som da Banda Filarmónica de Moimenta da Serra. Viveram-se momentos de profunda concentração e interiorização ao ser relembrado o martírio e a morte de Jesus Cristo. Nesta solene procissão, incorporaram-se as autoridades civis (Câmara, seu Presidente e Vereadores), elementos da União das Freguesias e diversas entidades, desde Escuteiros, Orfeão, Rancho e Bombeiros.
A autoridade G.N.R: regulamentou o trânsito e fez a respetiva segurança.
No sábado, dia 26, pelas 11:00 horas, o Núcleo Museológico da Misericórdia assinalou o dia dos Centros Históricos. Na cidade de Seia essa efeméride consistiu em percorrer os pontos da Via Sacra que, noutras épocas, era realizada pelas ruas do Centro Histórico da cidade durante a Quaresma.
No sábado de Ramos, na ERPI, o assistente religioso, Padre António Carlos, celebrou missa pelas 15:00 horas na Capela antecedida de bênção dos ramos, que os utentes, idosos, funcionários e familiares empunhavam no trajeto da pequena procissão entre o átrio e o lugar do culto ou capela. Os residentes sentiram momentos de felicidade com a bênção dos ramos e o cortejo, recordando passagens das suas vivências nas aldeias de onde vieram.
A Semana Santa marcou muito, especialmente os idosos. Transporta-os às épocas de maior simbolismo católico que muitos vivem e recordam com muita fé.
