É um costume que nos vem da Idade Média passar por uma determinada porta, como sinal visível do desejo de se inserir mais profundamente na vida da Igreja e beneficiar da graça que a move ou do Espírito Santo que a conduz.
Para mais, a porta é um símbolo muito expressivo. Se, por um lado, ela permite a entrada, como que a demonstrar o desejo de o crente se inserir mais na comunidade que aí celebra a sua vida de fé, também é a abertura por onde se sai para o mundo, ambiente onde o cristão tece habitualmente a sua existência e que deve fermentar com a verdade do Evangelho.
Quando nos concentrarmos para abrir a porta santa (igreja da Memória), abrirmos e entrarmos pela porta, queremos tomar consciência viva desta mesma realidade: os cristãos presentes sabem bem conciliar a vivência da fé com uma específica forma de atuação no mundo. Por isso, entram no espaço sagrado, como que expressão visível do contato com o divino; mas voltam ao mundo, lugar onde a fé modela o comportamento humano e eleva, em humanismo, a história e a cultura.