Print this page

Testemunho… Ano da Misericórdia para Deus

O início do Ano Jubilar, ou Ano da Misericórdia aproxima-se, de modo que, considero ser de extrema importância refletir sobre o sentido da palavra misericórdia. Eu entendo misericórdia por perdão, piedade ou salvação.

No entanto quando digo isto não me refiro só a perdoar os outros, antes, temos ainda de nos perdoar a nós próprios pois esse é o único modo de podermos perdoar o próximo.

Durante este ano de vivência da misericórdia de Deus, penso que devíamos refletir na nossa própria vida tendo como objetivo melhorar a nossa capacidade de ter misericórdia para com nós próprios e para com os outros, mas não esquecer que a misericórdia de Deus é infinita para connosco.

Concluo assim que se aproxima um ano de reflexão profunda em que devemos louvar Deus pela sua misericórdia e fazer de tudo para nos tornarmos melhores a nós e aos outros.

Rodrigo Cruz, 11º Ano

 

A Misericórdia é um termo amplo que se refere a benevolência, perdão e bondade numa variedade de contextos éticos, religiosos, sociais e legais. Este termo deriva do latim através da junção de duas palavras, miseratio (compaixão) e cordis (coração). Assim, o sentido literal de misericórdia pode ser entendido como “coração compadecido”.

Nos contextos social e legal, a misericórdia refere-se, por um lado, ao comportamento compassivo de quem está no poder, por outro, ao humanitarismo, por exemplo, uma missão de forma a ajudar as vítimas da guerra.

No Antigo Testamento, Deus é considerado misericordioso e compassivo. A ênfase na misericórdia ocorre em numerosas partes do Novo Testamento, como nas “Bem-aventuranças” em Mateus 5,7, “Felizes os que são misericordiosos, porque encontrarão misericórdia”, na Parábola do Bom Samaritano, em Lucas 15, 11-32, em que o pai do filho que partiu teve compaixão ao vê-lo, tornando-se este tema muito importante sobre a extensão da misericórdia divina para os outros.

As Obras de Misericórdia são ações e práticas que o Cristianismo espera que todos os cristãos executem. A prática é atribuída à Igreja Católica como um ato de penitência e de caridade. Estas obras são distribuídas em duas categorias, com sete elementos cada, as Obras de Misericórdia Corporais, que dizem respeito às necessidades materiais do outro: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nús, dar pousada aos peregrinos, visitar os doentes, visitar os presos e enterrar os mortos; e as Obras da Misericórdia Espirituais, que dizem respeito ao alívio do sofrimento espiritual: dar bons conselhos, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os tristes, perdoar as injúrias, sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo e rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos.

Por exemplo, a Santa Casa de Misericórdia é uma irmandade que tem como missão o tratamento e sustento a enfermos e inválidos, além de dar assistência a recém-nascidos abandonados na instituição.

Esta instituição tem como base as Obras da Misericórdia. Atualmente, existem várias Santas Casas da Misericórdia.

Por tudo isto, entende-se que os atos de misericórdia que se devem executar atualmente, correspondem aos que se executavam antigamente, tal como disse Santo Agostinho, que chamou a misericórdia “tão antiga e tão nova”.

Daniela Santos, 11º Ano

 

“Quem pratica o bem, tem a misericórdia de Deus sem Limites”

Na minha opinião, a Misericórdia é um sentimento de compaixão, despertado pela desgraça ou pela miséria alheia, que se traduz na capacidade de sentir aquilo que a outra pessoa sente, no fundo, é uma aproximação aos sentimentos de outra pessoa, é um ato de solidariedade.

A Misericórdia Divina é entendida como a libertação do julgamento extraterreno, isto é, é pedir a Ele (Deus) que suspenda o julgamento que merecemos, uma vez que Ele (Deus) perdoa os pecados apesar das faltas cometidas pelos pecadores. O Salmo 51, 1-2 exemplifica um apelo de misericórdia Divina, David clama: "Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões. Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado."

No entanto, a Misericórdia de Deus estende-se a todos, aos crentes e não crentes desde que pratiquem o bem. O Papa Francisco afirma, numa carta enviada ao jornal La Repubblica, que “a misericórdia de Deus não tem limites se Ele for abordado com um coração sincero e arrependido, a questão para quem não acredita em Deus é a obediência à sua própria consciência”.

Assim, a consciência de cada um molda os seus comportamentos. Quem praticar "o bem", mesmo não tendo fé, beneficia da "misericórdia sem limites" de Deus.

Mariana Tavares, 12ºano

 

A proposta do Papa Francisco deseja ser para os cristãos um modelo de vida, à imagem de Jesus. E os seus valores evangélicos, como o amor, a ajuda, a partilha e o serviço, são a força e a energia que podem influenciar de forma decisiva o rumo de vida de cada um de nós!

Para viver melhor o Ano da Misericórdia que o Papa propôs, teremos de mudar as nossas atitudes, os nossos gestos e sermos mais atenciosos, mais dedicados às causas humanas e abandonar os egoísmos, as vaidades que preenchem o nosso mundo.

No fundo, a Misericórdia de Deus tem de estar assente na evangelização e melhoria de nós mesmos e do mundo.

João André, 7º Ano

Rate this item
(0 votes)