O Sacramento da Unção dos Doentes

Dos extremos à totalidade. Nome novo para um novo entendimento.

A partir de uma visão mais plena, que nos diz, da certeza da presença e do auxílio de Deus nas nossas doenças e enfermidades, que acontecem em todas as etapas da vida, levou a que da denominação de extrema, entendida como o último momento da vida ou da doença, se passa para a totalidade, entendida como todos os momentos ou etapas da vida ou da doença. 

Assim, a substituição do nome de Extrema Unção, para Santa Unção, bem melhor exprime o dom da Graça Sacramental, para o tão necessário como fundamental, auxílio de Deus, nas nossas doenças ou enfermidades.

Sendo a Igreja, Sacramento de Salvação, é da Igreja que ouvimos o sentido, a razão e o fim, do Sacramento da Unção dos Doentes. No decreto da publicação do Ritual, podemos ler: “ Ao cuidar dos doentes, a Igreja serve o próprio Cristo nos membros sofredores do seu Corpo Místico e, seguindo o exemplo do Senhor Jesus, o qual «passou fazendo o bem e curando a todos», cumpre o seu mandato de cuidar deles. Esta solicitude mostra-a à Igreja, não só visitando os doentes, mas também confortando-os com os sacramentos da Unção e da Eucaristia, durante o tempo da doença ou quando eles se encontram em perigo de vida, e ainda orando por eles e encomendando-os ao Senhor, quando moribundos.”

Quem mais diretamente, está próximo das experiências de sofrimento humano, como é o exercício da missão de capelão hospitalar, sabe e experimenta que ao celebrar o Sacramento da Unção dos Doentes, se une à Igreja nesta solicitude e de forma muito concreta, deseja para os doentes o que o Papa, S. João Paulo II, disse numa celebração do Dia Mundial dos Doentes no ano de 2002: “Peço a Deus que esta celebração seja para cada doente uma ocasião de extraordinário alívio físico e espiritual, e peço ao Senhor para que ela ofereça a todos, sãos e doentes, a oportunidade de compreender cada vez mais o valor salvífico do sofrimento.”

Recordando estas amáveis palavras do nosso saudoso Papa, vemos como Ele foi capaz de concretizar de uma maneira tão afável e carinhosa o que lemos no nº 6 dos preliminares do Ritual: “Este Sacramento confere ao doente a graça do Espírito Santo, pelo qual o homem todo é ajudado em ordem à salvação, confirmado na confiança em Deus e fortalecido contra as tentações do inimigo e a ansiedade da morte. Assim, poderá não só suportar com fortaleza os males, mas ainda vencê-los e obter a própria saúde corporal, se essa lhe aproveitar à salvação da alma”.

Pe. Nuno Maria

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