A celebração deste mistério tem no Domingo o seu fundamento e centro, sendo o principal dia de festa para os cristãos, o seu dia de alegria e do repouso. O texto referencial sobre o Domingo evidencia que: «Por tradição apostólica, que nasceu do próprio dia da Ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal todos os oito dias, no dia em que bem se denomina dia do Senhor ou Domingo.»
O Domingo celebra‐se desde as origens do Cristianismo como acontecimento originário e distintivo de uma “novidade”. Os testemunhos mais antigos são os textos neotestamentários dos Atos dos Apóstolos, da Primeira Carta aos Coríntios e do Apocalipse, que apresentam a celebração do Domingo, “dia do Senhor”, ligada ao acontecimento da Páscoa. Este dia era o primeiro da semana hebraica, no qual os cristãos se reuniam para a fração do pão. Com estes textos relacionam‐se as narrações das aparições do Ressuscitado no próprio lugar do sepulcro, em Emaús e no cenáculo.
O significado teológico do Domingo é dado pelos próprios nomes com os quais foi conhecido ao longo da história da Igreja: «o primeiro dia da semana», «o oitavo dia», «o dia que fez o Senhor», «o dia que não conhece ocaso», «o dia do Senhor», «o dia da Ressurreição», «o dia do sol», «o dia dos sacramentos», «o dia da alegria» e «o dia da assembleia».
A palavra Domingo é hoje um substantivo que deriva de um adjetivo grego, kuriakh, (do Senhor). Em latim traduziu‐se por Dominicus dies (o dia do Senhor). O Domingo não pode ser submetido a outras celebrações porque «é o fundamento e o centro de todo o Ano Litúrgico», que nasce do próprio dia da Ressurreição de Cristo, no qual a Igreja celebra o mistério pascal todos os oito dias.
«O Domingo é, pois, o principal dia de festa a propor e inculcar no espírito dos fiéis; seja também o dia da alegria e do repouso.» A festa é uma celebração comemorativa dos acontecimentos realizados por Deus em favor do homem na história. Na verdade, todo o Ano Litúrgico decorre em torno de um único mistério, o da morte e Ressurreição de Cristo, do qual a Igreja vive continuamente.