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MISSIONÁRIO EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

Manuel António Mendes dos Santos
Manuel António Mendes dos Santos nasceu a 20 de Março de 1960, numa pequena aldeia do Distrito de Viseu, São Joaninho, Castro de Aire. Tendo frequentado os Seminários da Diocese de Lamego, com 18 anos entrou na Congregação dos Missionários Claretianos, tendo tido a primeira experiência de África em Dezembro de 1993, ao desembarcar em Luanda (Angola). Em Janeiro de 1994, pisa terras de São Tomé e Príncipe. Aí permanece pouco mais de um ano. Regressa à Europa em Abril de 1995. Seguem-se estudos em Roma, pároco em Setúbal e Superior Provincial da sua Congregação.
Em Março de 2007, volta de novo a São Tomé como Bispo da Diocese. E aí permanece até hoje. Manifestando desde criança alguma arte poética, já tem três livros publicados: “Ao Sabor da Palavra”, Ed. Paulinas, 2012; “Momentos de Verde e Mar”, Ed. Chiado Editora, 2012; “Poemas de Vida e de Fé”, Ed. Paulinas, 2013.

 

Missionário sacerdote

Desde criança que sonhava ser missionário. Depois de ter frequentado os Seminários diocesanos de Lamego, aos 18 anos ingressei na Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, claretianos. E, com 33 anos, 8 anos depois de ordenado sacerdote, em Dezembro de 1993, embarquei para África. O meu destino, São Tomé e Príncipe.
Entregam-me as comunidades de Guadalupe e Neves, substituindo o insubstituível Pe. José Diz CMF que, depois de 25 anos de serviço dedicado e generoso às gentes destas paróquias, regressava a Portugal.
Durante pouco mais de um ano, fui pastor, amigo, confidente, mensageiro do evangelho, sacerdote. E aprendi a alegria de viver a fé com os pobres. Uma fé cantada, dançada, vivida. Esta primeira experiência africana terminou em Abril de 1995, com a ida para Roma, para estudos.

De novo em São Tomé e Príncipe
Em 1 de Dezembro de 2016, o Santo Padre Bento XVI nomeia-me Bispo de São Tomé e Príncipe. Sendo uma Diocese que já conhecia, sabia que iria ser bem acolhido pelo povo santomense, que é senhor de uma hospitalidade natural que cativa.
E aqui cheguei em 18 de Março de 2007, substituindo D. Abílio Ribas, durante 22 anos à frente dos destinos desta porção do povo de Deus. Continuei a sua obra pastoral, com uma atenção privilegiada à catequese, à família, aos jovens, à pastoral bíblica, à formação de líderes. Os sacerdotes e a vida e vocações consagradas têm merecido igualmente uma atenção dedicada.

Ser missionário com os pobres
São Tomé e Príncipe é um país lindo, de gente acolhedora, mas com muitas carências. A pobreza é uma realidade omnipresente. É um país de crianças, mas muitas delas criadas em situações muito difíceis. Por isso estas mereceram uma atenção especial. Neste campo, tivemos sempre uma grande ajuda da cooperação portuguesa. Lançámos o projecto “Banco de Leite”, com a ajuda do Frei Fernando Ventura OFMcap e dos missionários claretianos; reestruturámos a Casa dos Pequeninos (onde acolhemos actualmente 30 crianças em situação de perigo), estando-se a construir um novo edifício com condições mais apropriadas; com o apoio da Santa Casa da Misericórdia e das religiosas e sacerdotes, aumentou-se a oferta dos Jardins de Infância e de escolas, etc..
Outro campo que mereceu uma atenção especial é o dos idosos. Muitos são abandonados à sua sorte, acusados de feiticeiros, maltratados. Como resposta, a Igreja, com o apoio de entidades várias, criou Lares de idosos e Centros de Dia; desenvolveu projetos de uma refeição quente diária e campanhas de sensibilização para o respeito ao idoso.
Há muito que fazer, há muito para dar e receber, há toda uma vida a ser partilhada. Agradeço a generosidade dos agentes pastorais que aqui entregam a sua vida: os sacerdotes diocesanos e religiosos e também algum Irmão religioso; as Irmãs de cinco Congregações femininas; leigos voluntários; catequistas e colaboradores na Igreja e nas obras Sociais; Instituições religiosas, civis e do Estado. Juntos é sempre possível erguer catedrais!

+ Manuel António Mendes dos Santos CMF

Bispo de São Tomé e Príncipe

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