Zé Luis
Dói. Dói porque quando daqui saímos a Igreja estava cheia. É verdade que as ruas, a escola, os cafés, a banda e outros também estavam cheios. Dói, agora que voltámos, ver a Igreja paroquial com lugares vazios e os ocupados por gente com média de idades alta.
A visita da imagem peregrina organizada tarde e de modo demasiado selectivo não augurava uma recepção tão intensa e participada por parte de uma população que por variados motivos abandonou a igreja e a prática religiosa. Mas o povo de Torroselo tem destas coisas: quando é preciso está. E esteve. Esteve Torroselo engalanado de flores e gente.
Recebemos a Imagem de Nossa Senhora, com o coração a dizer que estávamos a receber a Mãe de Deus (e mãe de Torroselo, como dizia um dos cartazes colocados). Muita gente, com fé, ao som da harmoniosa Banda da nossa terra em direção à capela votiva de Nossa Senhora de Fátima onde fizemos a recepção oficial. Uma procissão longa mas solenizada com cânticos em honra da Nossa Mãe e rezando a oração que, há 100 anos, Ela nos pediu que rezássemos. Antes de terminar o dia tivemos oportunidade de, modestamente, repetir o acto de entrega à Virgem, levado a efeito por João Paulo II. O mundo é de Maria.
Durante o dia em que esteve connosco a Igreja foi estando sempre bem compostinha e, após a celebração eucarística e despedida, com igreja cheia, a imagem peregrina partiu em direção e carregada pelos funcionários, ao edifício da ABSST onde os mais idosos acenaram e rezaram por intermédio da Virgem, quiçá, pela sua saúde e de familiares. Uma longuíssima fila de automóveis acompanhou o carro/andor até S. Gião, assinalando, de forma festiva, a passagem da Imagem com fortes buzinadelas.
Que a onda levantada pela visita da nossa mãe, seja, por quem de direito (e não só pelo pároco) mantida e aumentada de modo a trazer de volta quem já andou pela igreja e trazer os que não andaram. Por interceção de Maria, assim será!