Diácono Francisco Cruz
Nossa Senhora, em Fátima pede a três pequeninas crianças, pastoras (daí o termo, Pastorinhos) que rezassem muito, porque Jesus estava muito ofendido pelos homens… Tarefa imensamente nobre (rezar por uma causa tão intensa "desagravar o sofrimento de Jesus"), mas por outro lado, tão insípida, porque apenas três humildes crianças para tão enorme tarefa. Este pedido de Nossa Senhora teve um "berço de oiro".
Na sua simplicidade e humildade, estas três crianças, Jacinta, Francisco e Lúcia, acolheram no seu coração esta missão e em tudo o que faziam colocavam como primeira preocupação no seu coração e na sua mente, Nossas Senhora e Jesus, Seu Filho.
Sem darmos conta o mundo inteiro a partir de/e por Fátima, de forma esporádica ou sistemática, com sentimentos espontâneos ou mais sistematizados, intensificou a sua oração, olhando com especial atenção, o terço.
Hoje em absoluto poder-se-á afirmar que em Fátima não rezaram só aqueles humildes pastorinhos, mas o mundo inteiro, reza. Este é o último e mais atual milagre que está à frente dos nossos olhos e que se repete em cada dia.
Foi a representação deste sagrado (o espaço, a oração, a interpelação do céu, a missão, Nossa Senhora, Jesus...), tudo isto centrado num pequeno ícone, "A Imagem Peregrina De Nossa Senhora de Fátima", que nos visitou. Foi este "ícone" que é apenas um símbolo material, mas que encerra em si mesmo uma imensidão incalculável de uma história também ela descrita pelo punho do próprio Deus, pelas memórias de cada olhar que se cruzou nesta pequeníssima imagem, na imensidão de pedidos que através dela chegaram à Mãe do Céu, a Jesus... a Deus!
Os milagres operados e acontecidos num simples olhar de contemplação a este "pedaço de madeira", ornada com o que de nós lhe queremos pedir e agradecer...
Foi este pedaço de "milagre" que quis visitar o Arciprestado de Seia... muitas multidões, mares de gente, muitos meios acionados outros "disparados" automaticamente por impulso do coração... pelas ruas, pelas serras, na estrada ou num templo, de dia ou de noite, de perto ou de longe, ao vivo ou por imagem virtual, com saúde ou arrastando-se, pelo próprio pé ou conduzido, olhando sem barreiras ou contemplando pelos vidros das janelas, com lucidez ou mais trôpego na memória já desgastada... mais débil na idade ou já com o enorme peso dos anos de vida.. mais intenso na fé ou com dificuldades em “entender” o divino… todos sem exceção se deixavam envolver e deixavam em si acontecer, realizar-se em cada um de si próprio "o verdadeiro" milagre, Maria que a todos apelava à conversão de coração.
Com este momento tão intenso, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, partiu… para trás ficou o nosso olhar de saudade, da Mãe que parte, mas que deixa em todos espalhada a sua Candura de Mãe.
